Os métodos de alfabetização no contexto escolar

    Com o intuito de recordar o processo de aprendizagem ao qual este estudante esteve envolvido, o mesmo se encaixa na alfabetização pelo método sintético, onde primeiramente o foco é na escrita com o uso de cartilha. Em seguida, os demais processos de aprendizagem com o estímulo das habilidades, resultando no letramento.
    De modo a representar o método de alfabetização sintético, “Em outras palavras, primeiro se aprende o processo de codificação e decodificação para, em uma fase mais avançada, passar à compreensão da leitura e da escrita” (FONTES e BENEVIDES, 2012, p. 3). Com este método, o estudante pode ser capaz de memorizar diversas simbologias gráficas, aprender letra e sílabas de maneira individual.
    Assim sendo, o método de alfabetização sintético é dividido em três etapas, a saber: alfabético, fônico e silábico. O método alfabético é caracterizado pela combinação de letras e sons (FONTES e BENEVIDES, 2013). No caso do método alfabético fônico, o infante trabalha inicialmente com os sons das letras, juntando consoantes e vogais até a formação das palavras, já no método silábico, o processo se dá pela análise das sílabas, resultando no processo formativo das palavras (FONTES e BENEVIDES, 2013).
    No que se refere ao uso do método analítico, Mortatti (2000) diz que, diferentemente do método sintético, a alfabetização se dá pela palavração, histórias curtas, algumas sentenças, e , por fim, chegam às sílabas, consoantes e vogais.
    Soares (2004, p. 47) define que em um contexto da sala de aula, a alfabetização, é a “ação de ensinar/aprender a ler e a escrever”. Vale ressaltar que o professor precisa estar em constante formação, para que haja “[...] um trabalho de reflexidade crítica sobre as práticas e de (re)construção permanente de uma identidade pessoal” (NÓVOA, 1997, p. 25).
    Os Parâmetros Curriculares Nacionais demonstram que

[...] a alfabetização não é um processo baseado em perceber e memorizar (isso não significa que não haja lugar para a percepção e a memória, mas que elas não são o centro do processo), e, para aprender a ler e a escrever, o aluno precisa construir um conhecimento de natureza conceitual: ele precisa compreender não só o que a escrita representa, mas de que forma ela representa graficamente a linguagem (BRASIL, 1998, v. 2, p. 21).

Destarte, os professores podem utilizar-se o método de alfabetização sintético, onde pode ser utilizado um jogo estilo “soletrando”, onde os alunos podem soletrar as sílabas e formar palavras simples. Para o uso do método de alfabetização analítico, os alunos podem ver algumas imagens em um projetor multimídia e localizar as palavras em uma folha fornecida pelo professor.

Referências
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua Portuguesa, v. 2/Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: 1998.
FONTES, Francicleide Cesário de Oliveira, BENEVIDES, Araceli Sobreira. Alfabetização de crianças: dos métodos à alfabetização em uma perspectiva de letramento. In: Fórum Internacional de Pedagogia, 2013, Vitória da Conquista - BA. Anais Fiped V (2013). Vitória da Conquista - BA, 2013. v. I. Disponível em:< http://www.editorarealize.com.br/revistas/fiped/trabalhos/Trabalho_Comunicacao_oral_idinscrito_101_cc5184d6d9e54ff6989cf11c146e12db.pdf> Acesso em 26 maio. 2021.
MORTATTI, Maria do Rosário Longo. Os sentidos da alfabetização: São Paulo 1876-1994. São Paulo: UNESP/INEP, 2000.
NÓVOA, A. (org.). Os professores e sua formação. Lisboa: Dom Quixote, 1997.
SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. 2. ed. São Paulo: Autêntica, 2004.

Comentários