Não foi meu ser caminho, mas tecido,
de fios dispersos pela imensidão;
vozes, silêncios, livros e afeição
fizeram do viver, meu chão sentido.
A escrita veio em gesto comovido,
traçando em mim a própria direção;
deu forma ao caos, acesa construção,
e fez do meu silêncio, som ouvido.
Na docência aprendi a entrelaçar
palavras, mundos, sonhos e saber,
tecendo em outros, o que quis plantar.
E ao ver a máquina também dizer,
busco nos fios do humano investigar,
a trama onde me escrevo e vou viver.
Soneto by Dione Ribeiro
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